domingo, 27 de janeiro de 2019

SOLDADO VELHO CHEGOU!


Ontem soldado velho chegou!
Lobitanga esteve só nos tabanca!
Lobitanga ter frio e um pouco de medo!
Soldado disse Lobitanga ter ido cumprir missão.
Lobitanga não saber!
Soldado não fala Lobitanga missões secretas!
Mandou Lobitanga acender os lumes!
Foi nos carro buscar pastéis de Belém!
Lobitanga não conhecia os pastel!
Soldado velho fez os chá de tília para Lobitanga!
Fez aquela bebida uísque???? Para ele!
Bué de conversa bonita mesmo nos lume!
Lobitanga pediu mais um pastel!
Soldado disse que podia comer todos!
Soldado ser muito generosa pra Lobitanga!
Soldado foi nos computador!
Escreveu sobre um tuga importante!
Lobitanga acha ser Senhor Centeno!
Soldado leu pra Lobitanga!
Lobitanga ter gostado e também já gosta Senhor Centeno!
Mais tarde ficou bué de chateado!
Benfica de soldado perdeu nos Portimão.
Soldado diz culpa não ser de águia Vitória,
Ser de Rui Vitória.
Soldado velho zangado mesmo!
Lobitanga deseja seus leitores ano bom!
Soldado velho deseja seus amigos bom ano também!
«LOBITANGA BALDÉ»


Luis Faria Costa

sábado, 19 de janeiro de 2019

NOVO ANO NOVO CICLO


Calmamente vamos aguardando
O tempo vai avançando
As marés vão mudando
Com a vida continuando
E nós cá vamos esperando
Uma noite descansando
E um novo dia enfrentando
Nada nos foi ensinado
Rotinas vão rolando
Nossos corpos envelhecendo
E nós assim vamos vivendo
Uns dias rindo outros sofrendo
Alguns amigos vamos fazendo
Outros também iremos perdendo
O ciclo da vida vai continuando
E nós cá vamos esperando

O Kapeta M.P. "Bica"

domingo, 13 de janeiro de 2019

MULHER (ou lembranças da minha terra)


São invernos frios, sem parente ou amigo
São giestas por companhia...
No escano velho, calor do seu abrigo.
É o peso de uma vida
O resto de um viver
É uma lágrima caída
No olhar do seu sofrer
Votada a tetro e frio esquecimento
E sem qualquer auxílio para o seu mal...
Vai morrendo abraçada ao sofrimento.
JC
(foto-@Carlos Mendes)

domingo, 6 de janeiro de 2019

A PONTE DOS LAÇOS


A Ponte das Artes de Paris transfe-
Riu-se para o Canal Central de Aveiro.
À Ponte, a autêntica, a des Arts começaram

A chegar os cadeados já no século vinte e um
Quer dizer que não teve hipótese nenhuma
Apollinaire de o saber quando disse que o Sena
E seu amor passavam sob as pontes. Ele disse
A Mirabeau. As águas do Canal Central de
Aveiro passam sem amores, despercebidas
Sob uma pequena ponte que imita
A des Arts de Paris. As águas passam silen-
Ciosas, de pequenas vagas quando um
Moliceiro desempregado apenas com turistas
Passa agora. Os cadeados começam a prender
Pequenas fitas coloridas, com frases terríveis
A dizer Amo-te. L’amour c’est une imitacion.


03/08/2017
© João Tomaz Parreira