quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A camarata dos sonâmbulos


A noite já ia a meio

Mas o sono não chegava

Ao fundo o Gésu chorava

O Pilas gritava ao meio



E eu que também era recheio

Do maldito pavilhão

Não encontrava razão

Para aquele meu devaneio



Mil vezes corri pelo corredor

Tentando encontrar uma solução

Mas de mim ninguém tinha compaixão

Todos fingiam não ver a minha dor



Autómato mecanizado

Objecto de consumo nesta guerra

Ao ser deportado para esta terra

Disseram-me – “vai, és maior e vacinado”.



Filipe Raimundo

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