domingo, 13 de dezembro de 2015

O QUINTAL...


Falava-me daquelas flores à chegada.
No afago do abraço, luzia radiante, porque sempre fui seu.
Dos olhos espalhava a ternura que semeou no ventre.
Exibia orgulhosa os lírios amarelos,
contava-me dos malmequeres brancos,
dos amores perfeitos, dos cravos,
da saudosa buganvília,
que o tempo frio queimou.
O quintal era simplesmente uma flor.
O verão vestia-se de festa
naquela rua.
Agosto queimava a saudade,
Bragança era vida que na ausência,vivia dentro de nós.
Foi ontem que abri a porta para além do hoje!
O efémero não cabe na rua da memória!
JCorredeira

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